Arquivo Geral de Publicações do Blog

Postagens Recentes

Postagens Recentes

Barra de Vídeos - Tema Selecionados

Loading...

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

A verdade sobre os piratas da Somália (completo e legendado)

 


Os piratas da Somália sequestram e saqueiam veleiros, navios cargueiros e qualquer outro barco que se aventure pelas águas do Golfo de Áden. A ONU envia navios de guerra para proteger os navios que passam por aquela importante rota. Mas qual é a verdadeira história por trás destes "piratas"? Essa produção fará com que vc reveja o seu conceito acerca deste assunto e responderá a pergunta: "Quem são os verdadeiros piratas da Somália?"
Quem na verdade são e sempre foram os piratas em nosso planeta?

Até onde a humanidade irá aguentar? Até quando o sistema capitalista irá nos usar e nos tratar como objetos ou escravos... ?
O Ser Humano, quando não sente na pele os males de sua atividade predatória, continua se apropriando, comendo, usufruindo e pouco se importando. 
É isso o que EUA e União Européia fazem com a África e outras regiões que eles consideram como o quintal deles.
E quando povos dessa região migram para seus países ainda são discriminados, perseguidos e mortos.
E ainda o Rei desses gringos espanhóis tem como distração viajar para a África e abater elefantes. 
Esse arrastão no fundo do mar é chocante. Mostra como o ser humano pode ser extraordinariamente estúpido, irresponsável e egoísta.
Organização das Nações Unidas, unidas às corporações iluminatis, aos interesses americanos e de outras grandes potencias.
ONU organização de fachada, na verdade uma organização das elites, dos illuminatis.


 

terça-feira, 27 de novembro de 2012

BARBARIE: Vejam o video do ataque da PF a uma aldeia indígena Munduruku (VAMOS TOMAR ATITUDE E EXIGIR PROVIDÊNCIAS CONTRA ESTES COVARDES)





POR RUY SPOSATI

Viu as dragas e as balsas pegando fogo, enquanto sobrevoava o rio Teles Pires. Uma bomba passa ao lado do avião, à direita. No campo de visão de V., não havia indígenas. O bimotor desce – a pista de pouso não fora destruída. Havia rastros de sangue no chão, marcas de bala nos telhados e nas paredes. Espalhados pelo caminho, restos de cartuchos, munições e carcaças de bombas. Todas as casas estavam com as portas arrombadas.
E então a comunidade começa a sair e ir ao encontro de V.. Estavam todos escondidos nas casas, assustados com a chegada do avião. Reúnem-se no barracão e explicam à liderança Munduruku do que tinham medo.
V. ouve, então, os relatos de uma série de pessoas baleadas, machucadas, queimadas, ainda afetadas pelo spray de pimenta. Uma mãe chorava desesperadamente: sua filha de cinco anos estava desaparecida. Achava que poderia estar morta, pois havia se perdido dela na mata. Havia uma mulher com o rosto inchado por causa de um soco que o policial lhe deu. Os professores não-índios que trabalham na comunidade também foram agredidos.
Todas as embarcações foram explodidas ou fuziladas e afundadas. Os barcos de pesca foram danificados ou destruídos. As armas de caça, quebradas ou levadas. Dinheiro e ouro foram roubados. Computadores – entre eles, da saúde e das escolas – foram inutilizados. A escola foi alvejada por tiros e bombas nas paredes e telhado. Celulares e câmeras foram tomados, esmigalhados, jogados no rio ou tiveram seus cartões de memória apreendidos. Os motores de popa da saúde foram lançados ao rio. Fiações do telefone comunitário foram cortadas e o rádio da aldeia confiscado, impedindo qualquer contato de indígenas com outras aldeias. O carro da aldeia foi carbonizado.
V. chegara na aldeia em 8 de novembro, um dia depois de uma comunidade de indígenas Munduruku, Kayabi e Apiaká, em Jacareacanga, no Pará, divisa do estado do Pará com o Mato Grosso, ter sofrido um violento ataque da Polícia Federal.
Neste mesmo dia, uma comissão especial do Poder Legislativo esteve no local para apurar as denúncias que haviam chegado à cidade. No relatório da visita, o presidente da Câmara Municipal de Jacareacanga, Elias Freire (PSDB), afirmou haver "indícios de vários crimes praticados pela força policial inclusive com exposição de vulneráveis, o que contraria disposições legais do Estatuto da Criança  e do Adolescente". O vereador Raimundo Santiago (PT), o Raimundinho do PT, mostrou-se "pasmo com a violência praticada contra os indígenas" e disse que "as imagens que viu comprovam sobejamente que ocorreu crime contra o povo da aldeia Teles Pires".
Os indígenas entregaram à comissão uma relação (veja) dos bens destruídos pelos policiais.
Minutos antes dos indígenas contarem a V. o que havia acontecido, um Munduruku havia sido encontrado boiando no rio Teles Pires. Era o corpo inchado de Adenilson Kirixi Munduruku. Ele havia sido assassinado no dia anterior, 7 de novembro, durante a ação policial.

7 de novembro
Na manhã daquele dia, 400 botas pularam de três helicópteros camuflados e de voadeiras alugadas de ribeirinhos, espalhando-se estrategicamente pelo território indígena, amassando as formigas da aldeia Teles Pires.
Era a Polícia Federal (PF) e a Força Nacional de Segurança, acompanhados da Fundação Nacional do Índio (Funai) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), executando manobras da Operação Eldorado, uma mega ação de desmantelamento de esquemas de garimpagem ilegal nos estados de Mato Grosso, Pará, Rondônia, Amazonas, São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Chegaram 244 anos depois do vigário José Monteiro de Noronha ter anotado pela primeira vez em seu caderninho, em 1768, a presença dos primeiros Munduruku – chamados por ele de de “Maturucu” – às margens do rio Maués, no hoje estado do Amazonas.
Depois do pouso, E. M. e um grupo de lideranças saíram à procura de representantes da Funai e do chefe da operação para conversar. Só encontraram o delegado da Polícia Federal, Antônio Carlos Moriel Sanches, que, segundo as lideranças, reponsável pela intervenção. "O delegado falou que não tinha conversa com autoridade, com indígena, tinha que fazer o que foram fazer", conta E. M.. "Uma liderança [indígena] telefonou para Brasília, e de lá falaram que era pra avisar o delegado que não fizesse nada até que alguém de Brasília chegasse lá".
"Nessa hora, só estava a Polícia Federal. O pessoal da Funai e do Ibama estavam juntos com os policiais, sobrevoando em dois helicópteros e deixando os policiais em locais estratégicos para invadir a aldeia", assinala E. M..
"O delegado começou a empurrar as lideranças. Eu também fui empurrado. O delegado disse que não tinha conversa com ninguém, nem com cacique nem com liderança". Nesse momento, segundo E. M., estavam presentes as lideranças, caciques, seguranças de caciques, mulheres e crianças.
"Foi quando o delegado tirou o revólver para atirar na liderança que ele empurrou. Foi nessa hora que o segurança do cacique empurrou o braço do delegado, que escorregou e caiu na água, porque ali era um declive e chão é liso", explica.
Foi então que a Polícia Federal abriu fogo contra os indígenas. "Os dois primeiros tiros contra a vítima foram dados pelo delegado, que ainda estava dentro d'água, com a água pela cintura. Vários policiais começaram a atirar contra os indígenas".
Segundo os relatos, três tiros acertaram as pernas da vítima Adenilson Kirixi, que perdeu o equilíbrio e caiu na água, sem conseguir se levantar novamente. "Nessa hora, o delegado deu um tiro na cabeça do Adenilson, que caiu morta e afundou no rio". Segundo os indígenas, o delegado foi resgatado pelos policiais e levado para cima da draga. "Aí os policiais jogaram uma bomba no Adenilson, quando o corpo já estava afundando no rio".
Quando os indígenas tentaram resgatar o corpo do parente, foram alvejados pelos policiais que estavam em terra. "Eles diziam que não era para pegarmos o corpo. Do helicóptero, a polícia atirava e jogava bombas de efeito moral na aldeia, no meio de todo mundo, com as mulheres, as crianças", relata.
Procurada pelo Blog do Amazônia, a Polícia Federal não quis se manifestar sobre as acusações. Segundo a assessoria de comunicação, talvez a PF e a Funai se manifestem conjuntamente sobre o caso nos próximos dias.

Meu irmão
G. K. era irmão de Adenilson. "Quando ouvi o tiroteio, fui correndo para a beira do rio. Estavam dizendo que meu tio tinha morrido. Eu queria saber se era verdade. Os policiais jogaram bomba e spray de pimenta. Meu olho ardeu e eu fiquei sem rumo. Quando ouvi o tiroteio, fui correndo para a beira do rio. Estavam dizendo que meu tio tinha morrido. Eu queria saber se era verdade. Os policiais jogaram bomba e spray de pimenta. Meu olho ardeu e eu fiquei sem rumo".
O indígena relata que um terceiro helicóptero teria chegado nesse momento, com mais policiais. Foi quando ele saiu correndo em direção à mata, perseguido pela PF. "Me escondi embaixo das árvores, ouvindo o barulho das bombas, dos helicópteros e dos tiros. Tinha mais gente escondida lá também", relembra. Três horas depois, G. K. volta à aldeia e insiste em apurar informações sobre a morte do irmão.
"Os policiais me diziam que não tinha ninguém morto, que os feridos estavam no hospital. Meu irmão não estava lá". O Munduruku encontrou, então, o servidor da Funai, Paulão – os indígenas não sabem de onde veio -, que acompanhava a Operação. Ele também lhe negara ter havido alguma morte.
Segundo todos os relatos, Paulão teria sido o servidor da Funai responsável pelo acompanhamento da Operação.
O laudo cadavérico realizado pela Polícia Civil do Mato Grosso (veja) confirmou que Adenilson Kirixi levou três tiros na pernas e um tiro frontal na cabeça. Nao há informaçao se houve apreensão e perícia na arma que efetuou – ou nas armas que efetuaram – os tiros.
Parte dos indígenas fugiram para a mata, parte para as reisdências, imaginando que ali estariam seguros. Durante a fuga, dois indígenas foram gravemente feridos pelos policiais. E. M. e O. K. estão hospitalizados em Cuiabá. Outros indígenas também foram levados para o hospital. O pelotão, então, invadiu a aldeia, arrombando portas e janelas, jogando bombas dentro dos domilícios "Levaram tudo o que tinha dentro das casas, nossos facões, facas, espingarda de caça", atesta.

"Chutaram meu pai"
"Eu vi os tiros e saí correndo pra pedir socorro no rádio e na internet. "Quem estava no rádio comigo ouvia os tiros", conta I. W.. "O meu pai chegou onde eu estava, ferido. Tinha levado um tiro de bala de borracha. A gente saiu começou a gritar pra eles pararem de atirar, mas eles não pararam", relata I. W.. "Corriam atrás da gente e atiravam. Atiraram na mulher do meu irmão, que está grávida de 8 meses. Atiravam com bala de borracha e com bala de verdade também".
"Então entramos de novo em casa, com mais umas dez pessoas. A polícia arrombou a porta e entrou jogando bombas de gás lacrimogêneo na gente. Tinha uma mulher com um bebê de dois meses lá dentro". Segundo I.W., os policiais mandaram todos saírem da casa e colocarem as mãos na cabeça. "Chutaram o meu pai e agrediram todos os homens que estavam ali. Eu dizia pra eles que a gente não era bandido pra ser tratado daquele jeito".
Segundo I. W., aos homens – também idosos e crianças – foi ordenado que deitassem no chão com as mãos na cabeça, enquanto as mulheres e crianças foram mantidas como reféns, separadamente, no campo, com armas apontadas para elas. "As mulheres e crianças ficaram o dia inteiro debaixo do sol, com os policiais armados em volta. A gente pediu comida, mas não deram. Não deixavam a gente falar a nossa língua, só português". "Eu gritava, e o policial me perguntou se eu estava com raiva. Eu respondi que sim, porque estavam invadindo a aldeia e as casas. Os policiais disseram que tinham um mandado judicial e que só estavam cumprindo sua obrigação. Eu perguntei pra eles se o juíz também tinha autorizado que eles invadissem as casas e agredissem as pessoas".
"Arrombaram o posto de saúde, jogaram uma bomba de gás e apontaram uma arma para a cabeça da técnica de enfermagem, L. R.. Jogaram os remédios no chão e quebraram os medicamentos. Também atiraram na escola, jogaram bombas e quebraram as telhas", relata. I. W. chorou muito ao contar esta história.
"O tiroteio durou 30 minutos. Parecia filme de guerra. Quando pararam de atirar, um grupo de policiais saiu em busca do corpo que havia afundado no rio, enquanto outros recolhiam cascas de munição e bombas que encontravam pela frente", relembra E. M.. "A gente ficou cercado pelos policiais. Levaram o nosso rádio. Destruíram o motor que gerava energia para a aldeia".
Os índios feridos foram levados de helicóptero para atendimento no Hospital Regional de Alta Floresta, em estado grave. Segundo as lideranças indígenas, ainda estão internados. Os agentes da PF receberam atendimento no local.
E. M. relata as prisões posteriores ao ataque. "Eles levaram 17 pessoas para a fazenda Brascan, onde havia uma base da polícia", conta. O irmão de E. M. também havia sido preso. Uma indígena que acompanhava o irmão que havia sido preso, também foi levada. Eles foram enviados a Sinop, no Mato Grosso – a aldeia fica em Jacareacanga – e depuseram à polícia. Os depoimentos teriam sido acompanhados por um Procurador da Funai de Cuiabá cujo nome não souberam dizer. Posteriormente, foram levados de volta à aldeia pela polícia.
Foi no final da operação, ainda no dia 7, que as dragas e balsas foram destruídas. Segundo os indígenas, cada uma das onze embarcações destruídas no leito do rio tinham de 30 a 40 mil litros de combustível, além de baterias. Eles relatam que os peixes estão morrendo e que não podem usar o rio, agora contaminado pelos fluídos.
Segundo os indígenas, a polícia permaneceu nas proximidades por mais três dias.
Os professores e profissionais de saúde não-índios não querem voltar para a aldeia. Os alunos não querem ir às aulas. A comunidade possui cerca de 500 pessoas, contando com mais duas aglomerações, a dos Kayabi e a dos Apiaká, que também dependem da estrutura de Teles Pires.



Blitzkrieg bop
No dia 6, W. U. conta que indígenas Kayabi compartilharam pelo rádio a informação de que helicópteros estavam sobrevoando suas terras. "Achávamos que eles estavam vindo pra se reunir com a gente", relata. Contudo, segundo W. U., o que estava acontecendo ali era a construção das bases da Operação Eldorado. A primeira fora construída na Fazenda Brascan, localizada no Vale Ximari, em Apiacás (MT), a dez quilômetros da comunidade Kayabi. A segunda base da Operação foi montada a um quilômetro da aldeia, no igarapé Buretama. Foi neste local, "onde há apenas um morador", que um grupo de guerreiros Munduruku foi ter com os policiais para entender o que estava acontecendo.
Quando os indígenas encontraram os policiais, eles estavam evacuando uma das balsas que seria destruída. "Perguntamos o que eles iriam fazer. Eles disseram que não queriam conversa, que vieram fechar o garimpo e explodir as dragas, que tinham uma ordem judicial pra isso". Os indígenas pediram para ver o mandado que autorizava a Operação, e insistiram sobre a necessidade de uma reunião entre a polícia e as lideranças. "Explicamos que o garimpo era o nosso sustento, que não poderiam fechar assim. Trouxemos o documento do acordo com a Funai sobre o garimpo", explica. "Aí começou o desentendimento. Um policial quebrou uma flecha e deu um empurrão num cacique de uma aldeia próxima. Eles falaram pra gente tirar o que a gente quisesse da draga, porque a draga ia ser explodida, e assim foi feito". Segundo W. U., os indígenas retornaram à aldeia para contar ao cacique e outras lideranças que a polícia estava na área e havia destruído uma das embarcações. Os policiais suspenderiam a destruição e só voltariam no dia seguinte.
W. U. foi atingido por bombas e está com marcas de queimadura no corpo.
Segundo todos os relatos, a Força Nacional de Segurança não se envolveu nos momentos de violência da Operação. A Polícia Federal em Mato Grosso decidiu suspender temporariamente a Operação. O MPF do Mato Grosso e do Pará abriram investigação sobre o caso.

Por que mataram Adenilson Munduruku?
E a vida corria bem seu curso para os Munduruku, desde quando Karosakaybu (1) os criara, na aldeia Wakopadi, nas cabeceiras do rio Krepori. E então os pariwat (2) chegaram; para nós, era o século XVIII, com nossas frentes colonizadoras. As coisas nunca são as mesmas, e ali, definitivamente, nunca mais foram as mesmas para os Munduruku.
Os Munduruku, hoje, totalizam pouco mais de 11 mil pessoas, espalhadas em áreas indígenas reivindicadas, demarcadas ou homologadas. A difícil localização e situação de quase isolamento das comunidades – num cenário de pressão das espoliações para a exploração exógena de suas terras e riquezas – os colocaram, ao longo da história, em contextos complexos de conflito com a sociedade envolvente.
Um exemplo disso foi o episódio ocorrido em julho deste ano. Um Munduruku foi barbaramente assasinado com 21 facadas e pauladas que destruíram seu rosto. O corpo da vítima foi encontrado por um morador jogado em um terreno baldio, próximo à residência do pai.  À época, dois dos quatro suspeitos de serem autores do crime foram deixados em liberdade pela polícia civil. A falta de investigação e providências das autoridades foi o estopim para que, enfurecidos, os indígenas cercassem a delegacia da Polícia Civil de Jacareacanga exigindo que a polícia permitisse que eles fizessem justiça com as próprias mãos. A delegacia foi depedrada e incendiada pelos Munduruku – a cidade, sitiada.
Em 2002, a situação do garimpo nas terras indígenas estava calamitosa. Centenas de garimpeiros trabalhavam clandestinamente, viviam dentro das terras indígenas e traziam consigo toda uma cadeia extremamente perversa que orbitava a atividade. Exploração de mão de obra, dominação, drogas e prostituição eram algumas delas. Foi então que os Munduruku também tiveram de começar a resolver as coisas com as próprias mãos, e retiveram os garimpeiros e funcionários da Funai para pressionar o órgão a realizar um acordo que desaguasse numa operação de retirada dos mineradores da área.
"Sabemos perfeitamente que o garimpo, além de ilegal, é ruim para o nosso rio e para a nossa gente", explica V.. "Acontece que essa foi a única forma que encontramos para sobreviver nos últimos tempos", expõe. "Mas nós sempre quisemos acabar com os garimpos".
E então V. apresenta um documento ao qual ainda não foi dada nenhuma publicidade por parte do governo, e que confirma a vontade dos indígenas em terminar com os garimpos. Um ofício registrou uma reunião que ocorrera entre indígenas Munduruku, Kayabi e Apiaká e diversas coordenações da Funai regional e nacional, junto ao MPF-PA, em setembro de 2005, onde os indígenas apresentaram propostas para a substituição do garimpo por um projeto de desenvolvimento e geração de renda para a comunidade.  Como alternativa à extração do ouro, os indígenas exigiam suporte para implantar e consolidar projetos de "produção de artesanato, produção de mel de abelhas, piscicultura, avicultura, implatação de casa de farinha e agricultura (consórcio de culturas). Dentre essas propostas, a mais discutida e que os índios priorizaram foi a de produção de artesanato (…). Quando o índio vai caçar, pega sementes, cipó e vigia a área", relatava o ofício, protocolado nas quatro instituições.

"Façamos"
"Com esses projetos, gradativamente iríamos acabar com o garimpo. Só que esse eles nunca saíram do papel", expõe V.. Então, as comunidades começaram a interferir diretamente na extração ilegal, no sentido de reduzir os impactos causados pela atividade. "Morria muito branco, índio, tinha tráfico de drogas e a Funai não tomava nenhuma providência. E a gente continuava escravo do garimpo. Então nós mesmos tomamos providências". V. relata, então, que os próprios indígenas estabeleceram com os garimpeiros novas regras sobre como se daria o trabalho na área. Proibiram os garimpeiros de portarem armas, levarem bebidas e comercializarem drogas, entre outras coisas. Colocaram placas pela comunidade, para que todos que entrassem informassem o que iriam fazer ali. Em 2010, sob o conhecimento da Funai e do Ibama – e portanto dos ministérios da Justiça e Meio Ambiente – estas regras tornariam-se um "Acordo de parceria para atividade de mineração" entre indígenas Kayabi e os proprietários das balsas.
Com o dinheiro do garimpo, os Munduruku mantinham uma casa de apoio em Jacareacanga. Garantiam a geração de energia para a aldeia. "Os alunos que estudam fora eram mantidos com o dinheiro da mensalidade do garimpo, e tudo o que era comprado [com esse dinheiro] é de toda a comunidade. A manutenção de equipamentos das aldeias vem daí. Quem trabalha dentro da aldeia também recebia daí".
Além das comunidades receberem um pagamento mensal dos proprietários das balsas pela exploração do rio, alguns indígenas trabalham diretamente na mineração. Outros vendem produtos como farinha de puba, polvilho, tapioca, futas, pecados e artesanatos. "Hoje, depois do que aconteceu, nós simplesmente não temos condições de nos manter", lamenta V..

V. explica
Embora considere injusta, V. poderia ao menos compreender uma operação que se limitasse a destruir os instrumentos de extração do minério. Contudo, ele é taxativo ao apontar que "a ação policial não foi só no garimpo. Foi dentro da aldeia. E não existia garimpo dentro da aldeia. Por que atacaram a aldeia, então?"
É certo, então, que esta ação belicosa ofensiva não se explica por si só, levando em conta o acordo citado acima e o contraponto da narrativa dos indígenas à versão da Polícia Federal – ou seja, a retificação de que não houvera "emboscada" alguma dos indígenas contra a operação, conforme declarou a PF em nota pública (leia), justificando publicamente o uso da violência e culpabilizando os indígenas pelo ocorrido. Por que, então, mataram aquele Munduruku? Por que invadiram e aterrorizaram de maneira brutal e desastrosa toda uma aldeia?
V. tem uma explicação. "Nós já dissemos [à Funai e ao governo] que não permitimos estudos de impacto ambiental  na nossa terra para hidrelétricas. A operação da Polícia Federal tem ligação com a nossa resistência à construção das barragens. Eles querem fragilizar as comunidades pra ficar mais fácil de construí-las. Mas nós nunca vamos aceitar trocar nossas terras por migalhas. O que eles fizeram só fortalece a nossa luta", diz.
I. W. concorda com V.. "Eles acham que, tirando o garimpo, ficamos sem dinheiro, e vamos ter que aceitar a barragem. Só que nós estamos firmes de não aceitar  barragem na nossa terra". Funcionários do órgão indigenista oficial que não podem se identificar concordam que a perseguição se dá por conta da total contrariedade dos Munduruku a empreendimentos hidrelétricos e hidroviários, e afirmam ser a aldeia Teles Pires o principal foco dessa resistência.
Os Munduruku se opõem frontalmente à construção de dois complexos de barragens do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal. São os Complexos Hidrelétricos Tapajós e Teles Pires, conjunto de treze hidrelétricas previstas para a região.
Parte delas está sendo licenciada pelo órgão federal responsável, o Ibama; parte pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente do Mato Grosso. O complexo Tapajós está todo inventariado, mas apenas duas das sete usinas com processo de licenciamento abertos, em fase de estudos. No último dia 21, a Justiça Federal em Santarém proibiu a concessão de licença ambiental para uma delas, a pedido do MPF-PA, enquanto não forem realizadas consulta prévia aos índios afetados e avaliação ambiental integrada de todas as usinas planeadas para a bacia do rio Tapajós no Pará.
Para viabilizar os licenciamentos das barragens do Tapajós -  e o início da operação das usonas Santo Antônio e Girau, no rio Madeira (RO) -, a presidenta Dilma Rousseff publicou, em janeiro, uma medida provisória (MPV) que reduzia sete unidades de conservação em áreas atingidas pelos empreendimentos. a MPV foi convertida em lei em junho, dois dias depois da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável na Rio +20. Tanto a medida quanto a lei foram contestadas pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, no Supremo Tribunal Federal.

Indígenas vão a Brasília denunciar ataque da PF

Quase duas semanas depois dos acontecimentos e sem nenhuma resposta, uma comissão de uma dúzia de Munduruku, Kayabi e Apiaká – entre eles, quatro testemunhas do ataque – veio a Brasília na última semana. Queriam reforçar as denúcias das violações diretamente ao Ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso; à presidenta da Funai, Marta Azevedo; à Ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira; e exigir a apuração e a punição dos responsáveis, bem como traçar, por intermédio destas instituições, uma ação emergencial de reparação aos danos causados.
O grupo não foi recebido por nenhum deles.
Um grupo de assessores foi ter com a comissão. Durante o encontro, os indígenas narraram os acontecimentos, a partir do testemunho das vítimas e dos relatos das comunidades.
Ao que o secretário de articulação social da Secretaria Geral da Presidência, Paulo Maldos, respondeu: "Houve esse problema, vocês estão aqui trazendo informações pra gente, e a gente respeita, vai levar em consideração. Se houve problema de conduta errada, vai ser apurado."
Os indígenas questionaram quem realmente havia autorizado a PF a realizar aquela ação. Um assessor do Ministério da Justiça, Marcelo Veiga, disse não saber a qual processo judicial se vincula a Operação Eldorado, mas afirmou aos indígenas que eles estavam executando uma decisão da Justiça Federal.
"A gente não está jogando pra cima da Justiça Federal a responsabilidade. Há uma determinaçao da Justiça pra que aquela operação fosse realizada. Ninguém está fazendo jogo de cena aqui", disse Marcelo. "Não tem que ficar dúvida de vocês que a atuação e a parceria da Força Nacional e da Polícia Federal com a Funai [e os indígenas] é de muito sucesso. Esse foi um caso episódico, que pode ter havido abuso ou não. [Porque] A PF dialogou anteriormente com as lideranças indígenas [das aldeias atacadas durante a Operação]. A gente vai ter que apurar".

Funai
Expuseram detalhadamente que, sem os barcos, com o rio contaminado, sem os instrumentos de caça e pesca e sem a renda gerada a partir dos garimpos, os indígenas estão numa situação de urgência extrema.
"A Funai está atrasada com suas ações de promoção naquela região", argumentou a diretora de Promoção ao Desenvolvimento Sustentável da Funai, Maria Augusta Boulitreau Assirati. "E não dá pra fazer, esse ano, nenhuma ação concreta. Vou ser sincera com vocês. [Mas] cesta básica a Funai jamais vai se negar [a distribuir], se for constatada necessidade".
"Nós sabemos que o governo tem voltado um olhar pra toda a região ali do Tapajós e do Teles Pires", disse Maria Augusta. "Vocês nos disseram aqui diversas vezes que o governo diz que os índios são um empecilho ao desenvolvimento. Desenvolvimento nao pode ser incompatível com a vida e com as formas tradicionais de vida dos indígenas", explicou. "Como os empreendimentos hidrelétricos. Tem que ouvir o que as comunidades pensam. Da mesma forma que vocês tem que ouvir a visão do governo. Por que o governo acha importante fazer uma hidrelétrica? Por que o governo acha importante fazer uma barragem? O processo de licenciamento acontece nesse sentido e para isso. Que vantagens traz [um empreedimento], que desvantagens traz?"
Os indígenas perguntaram a eles quem era Paulão. Não souberam responder.
A reportagem não teve acesso à relação detalhada de todos os participantes da operação, sejam eles da PF, da FN, da Funai, do Ibama ou de outros órgãos que tenham participado da ação.
As fotos e vídeos utilizados na matéria foram registrados por indígenas Munduruku e Kayabi.

Clique aqui para conferir a galeria completa de fotografias e documentos do caso.



Ruy Sposati, 28 anos, paulistano, é jornalista profissional. Trabalhou como produtor de televisão, repórter e assessor de imprensa de sindicatos e movimentos sociais. Assessorou o Movimento Xingu Vivo, em Altamira (PA), onde ocorre a construção da Usina Hidrelétrica Belo Monte. Trabalha como jornalista para o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) no Mato Grosso do Sul. Também escreve como colaborador para publicações como Brasil de Fato, Caros Amigos e Otramerica, entre outras.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

FARSA CONFIRMADA: Estudo de cientistas russos afirma que aquecimento global é 'mito' (veja tb Premio Nobel recusa esta "nova religião")


Imagem: Google


Estes cientistas apenas confirmaram aquilo que que já temos falado: Aquecimento global é uma farsa para oficializar um governo único mundial através das cobranças de impostos sobre carbono, e além disto, lucrar através de suas próprias empresas através do comércio de créditos de carbono...
Muitos ao ler esta notícia poderiam achar: "A máscara está caindo..."
Mas perceba: Por que a mídia corporativista divulgaria uma notícia que desmente uma farsa da qual ela própria disseminou por muito tempo?
Será que eles estão tentando se esquivar da culpa?

Veja a notícia:

Cientistas da Rússia disseram nesta segunda-feira (26) que os ciclos de aumento e diminuição do gelo no Ártico demostram que o aquecimento global contínuo “é um mito” e que haverá um resfriamento global até o fim deste século.

A informação foi divulgada pelo pesquisador Nikolái Dobretsov, presidente do Conselho Científico de Ciências Naturais da Academia de Ciências Russa.

“O recorde mínimo da massa de gelo foi registrado em 2007. Entre 2008 e 2011, e provavelmente em 2012, o gelo voltou a crescer. Os invernos no Ártico estão mais frios e, por isso, já é óbvio que o aquecimento global contínuo é um mito”, afirmou Dobretsov.
Os estudos feitos por especialistas do país indicam que a massa de gelo no Ártico cresce e diminui ciclicamente, de modo que após as fases de aquecimento há um resfriamento. 
“Até o fim do século deverá iniciar um esfriamento global e não um aquecimento”, disse o especialista russo.
Ele ressaltou também a necessidade de se construir uma complexa rede de estações no Ártico para verificar mais detalhes sobre os fenômenos do clima. Fontes: http://g1.globo.com/ e http://www.libertar.in/                                                       Publicado em: http://existenciaconsciente.blogspot.com.br/
 

Prêmio Nobel recusa "nova religião" de mitos sobre o "aquecimento global"


Ivar Giaever, Prêmio Nobel de Física 1973 renunciou à famosa American Physical Society (APS) em 13 de setembro de 2011 como forma de condenar a posição oficial da associação sobre o aquecimento global.  Giaever é professor emérito do Rensselaer Polytechnic Institute, em Troy, Nova York, e da Universidade de Oslo.

Em 2007, a APS adoptou uma declaração oficial segundo a qual as atividades humanas estão mudando o clima da Terra.
“As evidências são incontestáveis: O aquecimento global está ocorrendo”, afirmava o documento repelido pelo Prêmio Nobel.
“Se não forem empreendidas ações mitigadoras provavelmente acontecerão rupturas significativas nos sistemas físicos e ecológicos da Terra, nos sistemas sociais, atingindo a segurança e a aúde humana. Precisamos reduzir as emissões de gases de efeito estufa a partir de agora”, martelava o documento.
Giaever enviou um e-mail para Kate Kirby chefe da APS explicando que “ele não pode conviver com essa declaração” quando a temperatura global continua “surpreendentemente estável”.
Na APS, explicou o cientista, pode-se discutir todos os temas científicos, menos um que é tratado como tabu intocàvel: “o aquecimento global deve ser tratado como evidência indiscutível?”
“A alegação de que a temperatura da Terra passou de 288,0 para 288,8 graus Kelvin em cerca de 150 anos, se for verdade significa que a temperatura tem sido surpreendentemente estável, e a saúde humana e a felicidade melhoraram indiscutivelmente neste período de 'aquecimento'”, acrescentou o Prêmio Nobel.
Para Giaever “o aquecimento global tornou-se uma nova religião.”
“Ouvimos muitas advertências semelhantes sobre a chuva ácida, há 30 anos e o buraco de ozônio de 10 anos atrás ou o desmatamento”, defende ele apontando que as profecias catastrofistas não se verificaram.
“O aquecimento global tornou-se uma nova religião. Nós freqüentemente ouvimos falar do número de cientistas que o apoiam. Mas o número não é importante:... Só importa saber se os cientistas estão corretos. E, realmente nós não sabemos no que é que consiste o efeito real da atividade humana sobre o temperatura global”, acrescentou.
Giaever é um dos cientistas mais proeminentes citados no Minority Report 2007 da Comissão do Meio Ambiente e Obras Públicas do Senado dos EUA (atualizado em 2009).
Ele figura entre os 400 “cientistas dissidentes” que denunciaram em nanifesto o mito do “aquecimento global” e que hoje aumentaram para 700.
Giaever também foi um dos mais de 100 co-signatários da carta de 30 de março de 2009 ao presidente Barack Obama, criticando sua postura sobre o aquecimento global.



Fonte: http://www.midiasemmascara.org/
Publicado em: http://www.revelacaofinal.com/2011/10/premio-nobel-recusa-nova-religiao-de.html#ixzz2CCTG7p8n

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Seres Humanos Geneticamente Modificados? Novas Drogas Abrem Caminho para Modificação Genética em Massa

 

Já vimos mosquitos geneticamente modificados, plantas geneticamente modificadas, e vacas geneticamente modificadas, mas poderíamos em breve ter que lidar com nossas próprias modificações genéticas, seres humanos geneticamente modificados? Com o passar dos meses e dos anos, os cientistas parecem estar chegando mais perto da "fabricação  humana", com alguns dos mais recentes "avanços" em torno de um novo e já aprovado tratamento médico projetado para "corrigir" erros genéticos.

Glybera, droga aprovada na Europa no último 1º de novembro, foi criada para combater contra uma doença rara que leva a interrupção da produção de gordura. Aqueles que sofrem esta doença rara possuem o que os cientistas descrevem como um gene danificado. O medicamento se destina a reparar o gene danificado.

Embora a droga seja destinada apenas a um ou dois em cada milhão de pessoas, ela abre caminho para novas experiências no campo da biotecnologia e da alteração humana. Logo os médicos podem estar dando drogas para tratar qualquer "defeito" nos genes, quer seja para o chamado gene "gordo" ou qualquer outro caso onde um gene danificado esteja presente. Elas poderiam até mesmo se aplicar aos alegados "genes do crime", características genéticas que alegadamente prevêem um futuro de "vida no crime" de um indivíduo. Pode parecer loucura, mas os cientistas já estão dando passos ainda mais sérios que poderão alterar ou "criar" a humanidade.

Além da Humanidade Geneticamente Modificada
 
A alguns meses atrás, foi reportado sobre o primeiro grupo de bebês geneticamente modificados sendo "criados" nos Estados Unidos. Os cientistas afirmaram que 30 bebês nasceram utilizando técnicas de modificação genética. Além disso, foi descoberto que dois dos bebés testados continham genes de três pais diferentes. Geneticistas afirmam que este método de modificação genética pode ser usado um dia para criar bebês geneticamente modificados, "com características extras desejadas, como força ou inteligência."

Curiosamente, esse dia pode vir mais cedo do que o esperado - pelo menos para alguns de nós. Até mesmo cientistas de ponta agora estão pressionando para reprodução seletiva com base na composição genética (eugenia), "escolhendo a dedo" genes da prole, e até mesmo desenvolvendo tecnologia de clonagem para "criar" híbridos humanos e outros experimentos bizarros.

Ao mesmo tempo que drogas que alteram genes e bebês "transgênicos" podem ter seu apelo para o público em geral, cientistas e empresas de biotecnologia fortemente financiados pelo governo têm trabalhado na obtenção de uma façanha muito maior: modificar geneticamente seres humanos na forma de "super soldados". Estes humanos transgênicos vão além até mesmo da imaginação, não necessitando de alimento ou sono para realizar proezas físicas dígnas de atletas olímpicos, enquanto são capazes de regenerar os membros que foram destruídas por fogo inimigo.

O fato é que a humanidade vem se movendo em direção a uma existência geneticamente alterada já faz algum tempo sem o conhecimento do público em geral. Enquanto a grande mídia vai fazer você acreditar que as drogas para reparar genes danificados é a resposta, ninguém sabe realmente os tipos de perigos que podem vir com tais avanços. Nós já vimos como os alimentos geneticamente modificados podem causar tumores e até a morte precoce - por que esperar para ver o que acontece ao alterar o código genético humano?







Fonte: Activist Post: Genetically Modified Humans? New Gene-Altering Drug Paves Way for Mass Modification
Publicado em: http://www.anovaordemmundial.com/


ABSURDO: Frei tem PRISÃO decretada por divulgar vídeo sobre FEIJÃO DE UNAÍ CONTAMINADO com agrotóxicos fornecido a escolas


Vejam este absurdo:
Há alguns meses, o frei Gilvander Luís Moreira, de Belo Horizonte, publicou no YouTube o vídeo “O feijão de Unaí está envenenado?”, em que uma diretora de escola municipal da região de Unaí, no noroeste mineiro, narra experiências com o feijão que é fornecido para a merenda escolar.
“Na entrevista ela afirma que ao tentar cozinhar 30 quilos do Feijão Unaí para a merenda das crianças teve que jogar fora todo o feijão, porque ao abrir os saquinhos as cozinheiras sentiram o cheiro forte de veneno. Em outra ocasião lavaram o feijão, deixaram de molho de um dia para o outro, mas ao cozinhar, o mau cheiro fez as cozinheiras sentirem mal.
Havia excesso de gosma acumulando na panela. Não foi possível dar o feijão para as cerca de 200 crianças da escola”, explica o frei em texto divulgado em seu site nesta segunda-feira.
Há alguns dias, o vídeo ganhou projeção e virou polêmica. A empresa responsável pelo feijão Unaí entrou com um processo por danos morais contra o Frei e contra os diretores do Google/YouTube, pela divulgação do material.
Não bastasse isso, um juiz da cidade pediu a prisão de Gilvander sob o argumento de crime de desobediência. (Quem desobedece? O que usa veneno acima do permitido ou o que enxerga o problema e o divulga?)
O vídeo, que de acordo com o despacho do juiz deveria ter sido retirado da internet no dia 29 de outubro, continua na rede – e tem sido disseminado por meio de outros canais.
Assista abaixo:


Organizações da sociedade civil e movimentos sociais lançaram o Manifesto Contrário ao Uso Excessivo de Agrotóxicos e Contra a Criminalização do Frei Gilvander Luís Moreira.
“Um vídeo como este, que pretende alertar as pessoas para o cuidado com o veneno nos alimentos, chegou ao cúmulo de se transformar em um processo no qual a empresa alega ter sofrido ‘danos materiais’ e ‘danos morais’, de haver sido vítima de ‘difamação’”, alerta o texto.
“Não há uma narrativa de cunho difamatório, senão apenas informativa em que pessoas dizem sua opinião e o que pensam sobre o dito feijão”.
Veneno em excesso 
Segundo a prefeitura de Unaí, o município é o maior produtor mundial de feijão.
O excesso de uso de veneno, no entanto, está vinculado à alta incidência de casos de câncer na cidade.
A conclusão é de um estudo da Subcomissão Especial Sobre Uso de Agrotóxicos e Suas Consequências à Saúde, criada pela Comissão de Seguridade Social e Família, da Câmara dos Deputados, em 2011.
O relatório final é claro: “A incidência de câncer em regiões produtoras de Minas Gerais, que usam intensamente agrotóxicos em patamares bem acima das médias nacional e mundial, sugere uma relação estreita entre essa moléstia e a presença de agrotóxico.
Neste estado, na cidade de Unaí, está sendo construído um Hospital de Câncer, em virtude da grande ocorrência desta doença na região”.
Os números ajudam a clarear o problema: são cerca de 1.260 casos de câncer por ano para cada 100.000 pessoas. A média mundial não ultrapassa 400 casos/ano para cada 100.000 habitantes.
O hospital, na mídia local, é tratado como “ousado, moderno e contagiante”. Uma reportagem divulgada na internet apresenta o projeto como o “tão sonhado hospital do câncer de Unaí”.
O relatório ainda recomenda à Secretaria Geral da Presidência da República e ao Ministério da Casa Civil que “a União promova um estudo específico, por intermédio principalmente dos órgãos do Ministério da Saúde, sobre o uso dos agrotóxicos e suas consequências à saúde da população, principalmente na região de Unaí/MG, devido a constatação de um alto índice de casos de câncer nesta região”.
Não parece claro que a lógica da solução está invertida? A região concentra grande parte da produção nacional de feijão, os produtores abusam do uso de agrotóxicos, a população adoece em índices muito acima da média, a discussão não pode ser levada à público e a construção de um hospital é o que de melhor se pode fazer? 
Como coloca o Frei Gilvander na descrição do seu vídeo, o município se tornou campeão na produção de feijão, no uso de agrotóxico e no número de pessoas com câncer. 
Algum deles deve ser motivo de orgulho?


PELO BEM DE TODOS, AJUDEM NA AMPLA DIVULGAÇÃO DESTA MATÉRIA
SERIA INTERESSANTE SABERMOS O NOME DESTE JUIZ E DA EMPRESA.
PROPOMOS O BOICOTE DE TODOS AO FEIJÃO DE UNAÍ



Fonte: http://brasil.issoebrasilia.com.br/2012/11/frei-tem-prisao-decretada-por-divulgar.html via libertar.in postado por sobre2012
Publicado em: http://sobre2012.blogspot.com.br/2012/11/absurdo-frei-tem-prisao-decretada-por.html